Histórico e Perfil Corporativo

Histórico e Perfil Corporativo

Em 23 de novembro de 1951 nascia a Eucatex, a primeira empresa brasileira a pensar em conforto ambiental e acústico e a usar o eucalipto como matéria-prima para a produção de chapas e painéis, cujo embrião foi a Serraria Americana, instalada em 1923, em São Paulo.

A primeira fábrica, hoje conhecida como Unidade Chapas, foi inaugurada em 1954 na cidade de Salto, no estado de São Paulo, onde Eucatex iniciou suas atividades produzindo forros acústicos e chapas soft de fibras de madeira e posteriormente chapas isolantes e acústicas.

Entre 1956 e 1965, a empresa instalou escritórios de representação em várias capitais brasileiras e em Buenos Aires (Argentina). Ainda neste período, a capacidade de produção aumentou para 100 toneladas/dia e começou a exportar para a Europa.

Por meio de investimentos realizados no final dos anos 70 e ao longo da década de 80, a Eucatex verticalizou a sua produção, mantendo o foco em seu negócio principal, e ampliou seus planos de expansão, abrindo escritórios na Holanda, nos Estados Unidos e no México. Na época, a Companhia passou a fabricar os seguintes produtos, todos direta ou indiretamente relacionados com a produção de chapas de fibras (tanto chapas duras como chapas moles):

  • Tintas para consumo próprio na pintura da chapa dura;
  • Perfis metálicos para compor sistemas de forros e divisórias de fibra de madeira;
  • Minérios com características isolantes (térmicos) como complemento da linha de isolantes existente;
  • Substratos agrícolas consumidos na produção de mudas para formação de florestas próprias, entre outras atividades de menor valor.

Em 1993, a Eucatex iniciou uma fase de diversificação de seus produtos, com investimentos de, aproximadamente, R$ 300 milhões para a execução dos seguintes projetos:

  • Construção da fábrica da Unidade Tintas em Salto (SP), inaugurada no início de 1995;
  • Construção da fábrica da Unidade de Painéis de MDP em Botucatu (SP), inaugurada em junho de 1996;
  • Implantação de uma linha de impressão e impregnação de papel para revestimento de chapa dura e de painéis de MDP na fábrica de Salto (SP); e
  • Manutenção do parque industrial/florestal, bem como dos setores mineral e agro.

Nos anos de 1994 e 1995, houve a concentração de investimentos na construção das novas fábricas. A partir de 1998, o foco de investimentos da Eucatex voltou-se para o objetivo de tornar a Companhia mais competitiva nos mercados em que atua por meio da modernização das suas linhas de produção, visando à redução dos custos industriais, aliada ao lançamento de novos produtos de maior valor agregado. Naquele ano, foram investidos cerca de R$ 60 milhões nos seguintes projetos:

  • Modernização das linhas de produção da fábrica de chapas duras em Salto (SP); Aumento da capacidade de pintura de chapas, possibilitando significativa redução de custos;
  • Aumento da capacidade de impressão, impregnação e laminação de papel para revestimento de chapa de fibra e de painéis de MDP;
  • Aumento de produção de portas e divisórias;
  • Reforma e adequação do parque de utilidades;
  • Implantação da nova fábrica de pisos flutuantes de madeira;
  • Implantação de nova linha de telhas metálicas em complementação ao atual portfólio; e
  • Aumento da capacidade de produção de produtos agro (substratos), visando atender a crescente demanda de mercado.

 

No ano 2000, a Companhia concretizou o aumento da capacidade de produção da fábrica de painéis de MDP, projetada originalmente para produzir 200 mil m³ ano, que por meio dos investimentos realizados atualmente tem capacidade de produção de 430 mil m³ ano.

Em 5 anos, a Eucatex investiu no seu ativo permanente um montante de R$ 772 milhões. Além da construção de duas modernas fábricas, uma de tintas e outra de painéis de MDP, a Companhia também modernizou seu parque industrial, ampliou sua capacidade de produção e investiu em novas linhas de produção complementares (linhas de pintura, revestimento, impressão e impregnação de papel, produção de telhas), em florestas e na manutenção do seu parque fabril.

A Eucatex foi pioneira ao implantar, em 2007, a primeira linha de reciclagem de resíduos de madeira em escala industrial na América do Sul. Os equipamentos de última geração permitem que o material captado em um raio de, aproximadamente, 120 quilômetros da unidade de Salto (SP) seja utilizado como matéria-prima na produção de chapas e como biomassa para queima em suas caldeiras. A capacidade total de processamento é de 240 mil tons/ano equivalentes a, aproximadamente, 2 milhões de árvores, 470 mil m³ de madeira em pé ou 1.500 hectares de florestas plantadas. O investimento para manter esse volume de madeira, considerando um ciclo de 7 anos, em terras e plantio seria de, aproximadamente, R$ 200 milhões. Além do aspecto do custo, esse processo de reciclagem de madeira evita que esse material seja destinado a aterros sanitários das cidades.
A partir de 2008, o investimento principal da Companhia passou a ser a nova Unidade de T-HDF/MDF na cidade de Salto (SP), cuja capacidade é de 275 mil m³ ano, que iniciou, em 2010, a produção desses painéis de alta tecnologia e resistência mecânica para a fabricação, inclusive, de pisos, portas e painéis de divisórias.

Atualmente, a Eucatex é líder ou divide a liderança nos principais mercados em que atua. Isso demonstra o reconhecimento à tradição da sua marca, associada à preocupação da Companhia com o desenvolvimento tecnológico e a qualidade de seus produtos.

A Eucatex S.A. Indústria e Comércio S.A. (“Eucatex” ou “Companhia”) foi fundada em 1951 e logo se transformou na primeira empresa a pensar em conforto ambiental e acústico, produzindo e comercializando forros e isolantes a partir de fibras de madeira de eucalipto. São produtos em forma de placas de baixa densidade, com propriedades de isolação termo-acústica, que possuem boa aceitação no mercado brasileiro da construção civil. Os recursos financeiros gerados pela atividade desde o início de sua operação foram investidos na implantação, no final da década de 60 e início dos anos 70, de linhas de fabricação de chapa-dura (chapa de fibra de madeira de alta densidade), produto que é, ainda hoje, um dos carros-chefe da Companhia.

Atualmente, a Eucatex é a segunda maior produtora de chapas de fibra de madeira do mercado nacional, detendo 47% desse mercado. Em 1996, a Eucatex iniciou a sua produção de painéis de MDP e atualmente detém 11% do mercado nacional neste segmento. É líder no mercado interno de divisórias, além de atuar fortemente no mercado de portas e pisos.

Apesar de ser tradicionalmente conhecida pela fabricação de chapas de madeira, painéis de MDP e produtos derivados, a Eucatex também apresenta uma linha de produção totalmente integrada, fabricando tintas e vernizes para consumo próprio e comercialização.

A evolução industrial da Eucatex foi sempre acompanhada pelo crescimento de suas florestas plantadas, que garantem o fornecimento de uma importante matéria-prima, a madeira de eucalipto.

Em 2010, uma nova Unidade de T-HDF/MDF, instalada na planta de Salto, deu início à produção de painéis de alta tecnologia e resistência mecânica para a fabricação de pisos, portas e painéis de divisórias.

Os principais segmentos de atuação da Companhia são a indústria moveleira e a construção civil, sendo que cada segmento representa 41% e 40%, respectivamente, do faturamento da Eucatex.

Em dezembro de 1996, o controle acionário da Eucatex foi adquirido por meio de transferência das quotas da RNTL Participações S/C Ltda. para o Sr. Paulo Maluf e para a Sra. Sylvia L. Maluf. Os novos acionistas controladores nomearam uma nova administração, onde o Sr. Flávio Maluf foi eleito diretor presidente da Eucatex e tomou uma série de medidas de médio e longo prazo com enfoque na redução de custos, na capitalização da Companhia e na redefinição da sua estratégia operacional e de atuação comercial.

A Eucatex passou por um processo de reorganização societária e administrativa, inclusive, por meio da incorporação de empresas controladas pela Companhia, a fim de reduzir os seus custos operacionais e agilizar a sua administração.

Entre as ações implementadas pela nova administração visando à redução de custos, destacam-se:

  • Redução do número de diretores e diretorias de 26 para 8;
  • Redução do número de funcionários de 4.357 para 2.541 até fim do exercício de 2004;
  • Venda dos negócios Terpenos e Argilas Ativadas, que eram deficitários e não tinham qualquer sinergia com os demais negócios da Companhia. No último trimestre de 2002, foi vendido o negócio Filtrantes Industriais;
  • Fechamento de linhas de produção deficitárias, tais como: Lã de Vidro, Lã de Rocha, Portas contra Fogo, Fachadas e Collor Walls;
  • Redução dos custos variáveis de produção, redefinição da linha de produtos a serem comercializados e lançamento de novos produtos de maior valor agregado;
  • Aumento da capacidade instalada de produtos de maior valor agregado e modernização das linhas de produção, a partir de significativos investimentos nas unidades fabris de Salto e Botucatu.

Alguns exemplos desses investimentos:

  • Instalação de uma moderna linha de pintura e uma linha de revestimento com papel “finish foil” para chapas de fibra, visando redução de custos e aumento da capacidade de produção;
  • Modernização e aumento da capacidade de produção da fábrica de portas e painéis;
  • Ampliação da capacidade de produção da fábrica de painéis de MDP que foi projetada para uma produção de 200 mil m³ ano e atualmente tem capacidade para, aproximadamente, 430 mil m³;
  • Implantação da nova linha de pisos laminados; e
  • Instalação da Unidade de T-HDF/MDF.
A adoção de tais medidas produziu um sensível impacto nos resultados da Companhia, dentre os quais cabe destacar:

(i) Crescimento de 231% ou R$ 376 milhões na receita líquida, no período de 1995 a 2004;

(ii) Crescimento do faturamento por empregado de R$ 37 mil/empregado para R$ 212 mil/empregado no período de 1995 a 2004; e

(iii) Significativa melhoria do resultado operacional (antes dos gastos com reestruturação e despesa financeira líquida), que passou de um prejuízo operacional de R$ 25 milhões para um lucro operacional de R$ 36 milhões no período de 1995 a 2004.

Ano 1995 2000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2013 x 1995
Receita Líquida (milhares de reais) 162.682 358.591 557.577 570.053 623.522 700.936 666.676 794.002 899.120 963.468 1.118.266 587%
Número de Funcionários 4.357 3.096 2.621 2.382 2.318 2.227 2.061 2.622 2.430 2.451 2.464 -43%
Receita Líquida / Número de Funcionários 37 116 213 239 269 315 323 349 1 370 393 454 1115%
Resultado Operacional antes dos Gastos com Reestruturação e Despesa Financeira Líquida* -25 45 26 27 71 137 229 2 119 2 132 2 126 ¹ 162 ¹ 548%

¹Valores de acordo com os padrões IFRS.
* Em milhões de reais


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O gráfico demonstra claramente a recuperação dos resultados operacionais da Companhia (antes das despesas financeiras e dos gastos com reestruturação).

Última atualização em 1 de Outubro de 2014